LITERATURA BRASILEIRA

Poesias, contos, crônicas, novelas, e romances de autoria de Jonas Furtado ganham este espaço para divulgação aos interessados em literatura brasileira, seja de cunho universal, seja de caráter regional no que se refere ao que sonha, sente e pensa o homem. Tais escritos levam os leitores do simples deleite do prazer da leitura a reflexões quase amenas sobre o estar no mundo (oscilando às vezes entre universos possíveis e impossíveis). Venha conosco navegar nas águas de um acontecer poético que nasce.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Uma máquina extraviada de Ponta

Olhava para a máquina de gelo... Que gelo! Um bloco branco a abrasar meu semblante.
Ainda se lembrava do que lera: “A máquina extraviada”, de José J. Veiga. E a mesma necessidade dessa a sua vista – a vista!
Pensou: instalada perto da ponte, ficaria prática a serventia – os barcos aportariam e abasteceriam... O pescado nas geleiras duraria tempo de chegar, de vender, de preparar e de comer... Mas só pensou. Serventia, nada!
Com os momentos se fotografando no disco rígido da história, aquela máquina de gelo, bloco frio pesando no esquecimento, passou a ser monumento erguido a algo que precisamos destacar, sopesando. E que nenhum corrupto venha levar as peças! E que nenhum gigolô destrate a peça de sua serventia! Qual?
_ Mas como?! - indignou-se um.
Sem ela ali, perderemos a identidade. No final, disse, meditando: “A máquina não foi só extraviada; ela extraviou-nos!”.

by Jonas Furtado

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Do coração...

Querendo um barulho...
facilmente ser escrito
fiz dele um embrulho
para ele fazer bonito...


Não é um barulhinho
de mato, folha, capim
por isso o desse embrulhinho
dez-se especial assim:

"Esta caixa que me prende é teu peito
Eu sou o barulho do teu sentimento
Então me descreva com muito jeito

Que aos poucos me levando vai o momento
Este que lhe causou um pensativo feito
Em transcrever-me como nada - então tento"


by Jonas Furtado

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sem título

Encontrei um poeminha inacabado, dos tempos de escola... Idos dos anos 90.



eu quero ver o mar...
e lá em cima voar
a gaivota feliz
sentindo no nariz


o aroma fresco e bom
levando a um leve tom
o pensamento em mim
de um (a)mar livre ... assim...
 
quero vê-lo encrespado
pelo vento assanhado
brilhando com o sol
...
(...)
by Jonas Furtado

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Feia



_ Ela é feia... Mas as pétalas viçosas me hipnotizam.
_ Não falei que toda flor tem sua beleza, abelhudo!



Copyright by Jonas Furtado
 
 

Imagem: domínio público

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trovinha



Amar ao próximo é um tesouro
coisa inocente de menino
E se este é seu ancoradouro
então tem sim um dom divino.



Copyright by Jonas Furtado

Imagem: domínio público

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Movie


_ Então, posso desmontar tudo e recomeçar!?
            Os móveis, as lâmpadas, os tapetes, as fotografias e os quadros,... Cômodos, casa, tudo. Tudo já foi dado à luz. Refletir é paródia!
 
Copyright by Jonas Furtado
 
Imagem: domínio público